TRANSTORNOS ALIMENTARES
Anorexia nervosa – É caracterizada pela perda de peso intensa e intencional (pelo menos 15% do peso corporal original) à custa de dietas altamente restritivas, busca desenfreada pela magreza, recusa em manter o peso corporal acima do mínimo normal para a idade e distorção da imagem corporal. Existe dois tipos de apresentação da anorexia nervosa: o restritivo, caracterizado por comportamentos restritivos associados à dieta e o purgativo: caracterizado pela ocorrência de episódios de compulsão alimentar seguidos de métodos compensatórios como vômito, uso de laxantes e diuréticos e/ou exercícios extenuantes como uma tentativa de perder as calorias ingeridas.
Bulimia Nervosa – É caracterizada por períodos de grande ingestão alimentar, durante os quais são consumidos uma grande quantidade de alimentos, variando de 1.436 a 25.755 kcal, em curto período de tempo, associados ao sentimento de descontrole sobre o comportamento alimentar e preocupação excessiva com o controle do peso corporal. Tal preocupação faz com que a pessoa adote medidas compensatórias, a fim de evitar o ganho de peso. O vômito, auto induzido é o principal método utilizado, e ocorre em cerca de 90% dos casos. O efeito imediato provocado pelo vômito é o alívio do desconforto físico, secundário à hiperalimentação e a diminuição do medo de ganhar peso. Outros mecanismos utilizados na bulimia na tentativa do controle do peso são: uso inadequado de laxantes, diuréticos, hormônios tireoidianos, agentes anorexígenos, enemas, jejuns prolongados e exercícios físicos extenuantes
O PAPEL DO (a) PSICÓLOGO (a) NO TRATAMENTO DOS TRANSTORNOS ALIMENTARES
O (a) psicólogo (a) no tratamento dos transtornos alimentares, é parte de uma equipe multidisciplinar, e atua na implementação de mudanças comportamentais, mudança no ambiente, reestruturação de crenças e fatores cognitivos relacionados à distorção da imagem corporal e distúrbios da alimentação. A terapia cognitivo comportamental possui protocolos estruturados de intervenção, que são validados cientificamente e considerados como primeira opção no atendimento das demandas relacionadas aos transtornos alimentares.
